SEXTA-FEIRA, 20 DE JULHO DE 2018
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20/06/2018 | Fonte: G1

Polícia prende mãe de meninos mortos em incêndio no Espírito Santo

Pais de meninos que morreram carbonizados após quarto pegar fogo em Linhares (Foto: Rafael Zambe/ TV Gazeta)

A mãe das duas crianças mortas carbonizadas em Linhares (ES) no dia 21 de abril, Juliana Pereira Sales Alves, foi presa em Teófilo Otoni (MG), na madrugada desta quarta-feira (20). O pastor George Alves, marido dela, está preso temporariamente desde o dia 28 de abril e foi indiciado por duplo homicídio triplamente qualificado, duplo estupro de vulneráveis e por colocar fogo no filho e no enteado vivos. Inicialmente, a Polícia Civil havia informado que a mãe não tinha participação no crime e não era investigada.

O mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado contra Juliana Pereira Sales Alves foi expedido pela Justiça de Linhares na segunda-feira (18), por suspeita de participação da mesma no crime. No dia do incêndio, a mãe disse que estava em um congresso em Minas Gerais com o filho mais novo do casal. No dia do enterro dos filhos, ela estava acompanhada de parentes e da polícia, já que tinha solicitado escolta por segurança.

Em nota, o Ministério Público do Espiríto Santo informou que pediu a prisão preventiva de Juliana e George Alves, por tempo indeterminado, pelos crimes de duplo homicídio, estupro de vulneráveis e fraude processual. George ainda vai responder pelo crime de torturas.

De acordo com a polícia, Juliana estava escondida na casa de um pastor que é advogado da família. No momento da prisão, ela estava com o filho de 1 ano e um mês. A criança foi encaminhada para o Conselho Tutelar e depois ficou sob os cuidados da mulher do pastor. Juliana está na delegacia de Teófilo Otoni e deve ser levada para o presídio da cidade. Ainda segundo a polícia, ela deve ser transferida para Linhares até o fim da tarde desta quarta. 

O crime aconteceu no dia 21 de abril. Inicialmente, o pastor George Alves disse que as crianças morreram em um incêndio que atingiu apenas o quarto onde as vítimas dormiam. Mas, segundo a polícia, a versão dele não estava de acordo com os fatos apurados durante as investigações.

A Polícia Civil concluiu que o pastor George Alves matou o próprio filho, Joaquim Alves Salles de 3 anos, e o enteado Kauã Salles Butkovsky de 6 anos. De acordo com as investigações, as crianças foram estupradas, agredidas e queimadas vivas.

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