SEGUNDA FEIRA, 16 DE JULHO DE 2018
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05/05/2018 | Fonte: G1

Contra abusos, CBG cria cartilha e passa a checar antecedente criminal de técnicos

Fernando Carvalho Lopes, técnico acusado de abusos sexuais (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)

Após a revelação do escândalo de abuso sexual que envolve o ex-treinador da seleção brasileira de ginástica artística Fernando de Carvalho Lopes, a CBG (Confederação Brasileira de Ginástica) publicará na próxima semana uma cartilha com recomendações e proibições para prevenir casos de assédio.

 

Ela vai adotar, por exemplo, procedimentos de checagem de antecedentes criminais de seus prestadores de serviço e impedir que membros das comissões técnicas e médicas façam atividades com atletas em situação de isolamento - será necessário que haja acompanhamento constante.

A cartilha será divulgada no site da confederação brasileira na próxima semana e enviada para as federações estaduais e outros órgãos filiados para cumprimento obrigatório e imediato. Os pontos foram discutidos nesta sexta-feira em reunião de diretoria na sede da CBG, em Aracaju.

 

- Estamos prevendo o estabelecimento de “padrões de comportamento” para equipes e voluntários que trabalham diretamente com menores. A ideia é criar um ambiente seguro na ginástica e prevenir situações abusivas - disse o assessor jurídico da CBG, Paulo Schmitt, à TV Globo.

Segundo Schmitt, o rigor terá de ser maior na seleção dos colaboradores da confederação de ginástica. Seria uma maneira de se precaver de episódios como o de Lopes, cujas ações abusivas datavam sobretudo na década passada, antes de se juntar à seleção brasileira.

 

- Vamos fixar processo de contratação minucioso com, por exemplo, verificação de referência e antecedente criminal dos candidatos e prestadoras de serviços da CBG. Exigiremos que o mesmo procedimento seja efetivado em clubes e federações. Além disso, estimularemos pais para se tornarem mais presentes e ativos o mais razoavelmente possível nas atividades de ginástica de seus filhos - comentou o advogado.

 

A pretensão é que mesmo os colaboradores frequentes não sejam autorizados a ficar sozinhos na presença dos ginastas para evitar qualquer eventual situação constrangedora.

 

- Queremos diminuir a probabilidade de que uma situação de assédio ou abuso possa ocorrer. Queremos que técnicos, membros de comissão técnica e médica não desenvolvam suas atividades perante atletas em isolamento, mas em ambientes profissionais com acompanhamento.

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