SEGUNDA FEIRA, 20 DE AGOSTO DE 2018
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30/04/2018 | Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

Brasil será finalista, diz em Campo Grande ex-companheiro de Pelé

Francisco Gonçalves, ou simplesmente “Mestre Gonça”, avalia que sob o comando de Tite a Seleção ganhou nova cara e Neymar vai fazer a diferença
Francisco Gonçalves, o "Mestre Gonça", exibe com orgulho o poster onde aparece com Pelé na seleção das Forças Armadas em 1959 (Foto: Saul Schramm/Arquivo pessoal)

Ídolo incontestável do Comercial de Campo Grande no período áureo do futebol em Mato Grosso do Sul, Francisco Gonçalves, ou simplesmente “Mestre Gonça”, como era chamado, por ter uma técnica apurada, estilo elegante e eficiente, acredita que a Seleção Brasileira, sob o comando de Tite, ganhou uma nova cara, organização e personalidade para superar seus rivais nas fases de classificação e disputar o título da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

“Estou torcendo muito e acredito que o Brasil vai chegar na decisão desse título. Se vai ser campeão é outra história, mas vai ser finalista”, disse Gonçalves. Na sua análise, a boa campanha nas Eliminatórias, a classificação antecipada para a Copa do Mundo com um futebol convincente, e pelo que tem mostrado nos jogos amistosos, a Seleção Brasileira chegará forte e confiante na Rússia.

Aos 78 anos de idade, completados no dia 01 deste mês, e com a experiência de quem tem a vida dedicada ao futebol desde que iniciou a carreira de jogador nas categorias de base do São Paulo em 1955, o “Mestre Gonça” descarta qualquer tipo de influência da derrota de 7 a 1 para a Alemanha na última Copa, a de 2014, realizada no Brasil, no desempenho da Seleção Brasileira quatro anos depois.

“Fui jogador por muitos anos. A gente sabe que um placar como esse acontece a cada 100 anos e simplesmente deve ser esquecido pelo jogador quando ele entra em campo. Na hora que entrar em campo ninguém vai lembrar disso, só vai pensar em fazer uma boa partida. No mais, a Alemanha fez 7 a 1 no Brasil, e o Brasil também tem condições de fazer um placar desse em uma Copa”, comentou.

 

Contemporâneo de Pelé, com quem jogou junto na seleção brasileira do Exército em 1959, e também contra ele, primeiro na década de 1960 quando defendia equipes de São Paulo, como o Corinthians, Nacional, São Bento e Juventus, e depois pelo Comercial de Campo Grande em um confronto memorável diante do Santos pelo Campeonato Brasileiro de 1973, que terminou com vitória comercialina por 1 a 0, gol do atacante Búfalo Gil, no Estádio Morenão, Gonçalves destaca o conjunto do time comandado por Tite e a genialidade de Neymar como fatores determinantes para uma boa campanha na Copa.

“O Neymar hoje seria o Pelé da Seleção Brasileira na minha época. É um grande jogador, do tipo que desequilibra uma partida e vai fazer uma boa Copa porque é um garoto de muita personalidade. Torço por ele e acho que ele vai fazer a diferença para a nossa Seleção”, comentou o volante comercialino da década de 1970.

Gonçalves não fala de Pelé por ouvir dizer, mas por conhecimento de causa, e ressalta que a comparação com Neymar tem a ver com o nível de importância técnica dentro da Seleção, mas longe de exigir que o astro do Paris Saint Germain tenha o mesmo desempenho que tinha o Rei do Futebol.

“Sou da mesma época do Pelé e até temos o mesmo ano de nascimento, 1940, só que ele é de 23 outubro e eu sou de 01 de abril. Servimos o Exército na mesma época, jogamos juntos pela seleção do Exército e para mim vai ser impossível aparecer um jogador como ele. Hoje tem muitos grandes jogadores, como Messi, Cristiano Ronaldo e o Neymar, mas nenhum igual a ele. Pelé não tinha defeito”, enfatizou.

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