DOMINGO, 20 DE MAIO DE 2018
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26/04/2018 | Fonte: Globo Esporte

Resposta a pedido do Palmeiras para impugnar final do Paulista deve demorar mais de uma semana

Clube reuniu provas levantadas pela Kroll, empresa de investigação que contratou para este caso. Se o TJD negar o pedido, ideia é recorrer ao STJD e até à Corte Arbitral do Esporte
Imagem mostra membro da comissão de arbitragem com celular nas mãos - FOTO: Reprodução

O Palmeiras só terá uma resposta ao seu pedido de impuganção do segundo jogo da final do Campeonato Paulista a partir do meio da semana que vem. Segundo o delegado Antonio Olim, que preside do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, é preciso tempo para analisar o material de cerca de 100 páginas protocolado na quarta-feira pelo clube. O feriado nacional da próxima terça-feira, 1º de maio, deve atrasar um pouco mais a definição do caso.

Quando tomar uma decisão, Olim decidirá se arquiva o caso ou se dá continuidado ao processo no Pleno do TJD-SP, chamando as partes interessadas para novos depoimentos. Uma das divergência está sobre o prazo do pedido de impugnação: a Federação de Paulista de Futebol entende que está prescrito depois de 48 horas da realização da partida; o clube entende que ainda está em tempo.

A alegação do Palmeiras é de que houve interferência externa da arbitragem na anulação da marcação de um pênalti, de Ralf sobre Dudu, no segundo tempo do clássico que definiu o Corinthians como campeão estadual.

Depois de reunir imagens da confusão em sua arena e até contratar uma empresa para investigar o caso, o Palmeiras defende que tem provas de que o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza voltou atrás na decisão após receber informações de fora. Através de mensagens pelo celular.

O lado palmeirense questiona principalmente a atuação em campo de Dionisio Roberto Domingos, diretor de arbitragem da FPF, e a utilização de um celular na beira do gramado por Marcio Verri Brandão, membro da equipe de arbitragem da entidade.

A Federação Paulista alega que Verri estava em campo para tentar retirar um helicóptero que estava sobrevoando a arena durante o jogo. De acordo com o escritório de advocacia contratado pela entidade para acompanhar o inquérito, o pedido palmeirense não terá futuro.

Na última segunda-feira, o auditor Marcelo Monteiro determinou o arquivamento do inquérito depois de analisar os depoimentos da equipe de arbitragem. Se receber nova negativa no TJD-SP, o Palmeiras pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Despotiva e ao CAS, corte desportiva internacional.

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