QUINTA-FEIRA, 23 DE NOVEMBRO DE 2017
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25/08/2017 | Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

Paraguai reforça segurança após descobrir plano para resgatar Pavão

Brasileiro acusado de tramar morte de Rafaat cumpre pena de oito anos no Paraguai e deve ser extraditado em dezembro
Jarvis Gimenez Pavão está condenado a 17 anos de prisão por tráfico no Rio Grande do Sul (Foto: ABC Color)

Após o serviço de inteligência da Polícia Nacional descobrir um plano para resgatar o narcotraficante Jarvis Gimenez Pavão, 49, o governo do Paraguai reforçou a segurança no quartel do grupo especializado em Assunção, onde o brasileiro está preso há um ano. De acordo com policiais paraguaios, o resgate poderia ocorrer antes de dezembro deste ano, quando Pavão conclui a pena de oito anos de reclusão por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Apontado como principal sócio do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraguai, Jarvis Pavão, que é natural de Ponta Porã, é suspeito de ter se aliado às facções criminosas para eliminar o chefão do crime organizado na fronteira, Jorge Rafaat Toumani.

Após a morte de Rafaat, em junho do ano passado, as facções criminosas iniciaram uma guerra pelo controle do tráfico de drogas e de armas na Linha Internacional entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã.

De acordo com a polícia paraguaia, o resgate seria para evitar a extradição de Jarvis Pavão para o Brasil. Apesar de várias acusações contra ele, até agora a única condenação do brasileiro em solo paraguaio é a sentença de oito anos que ele está cumprindo desde 2009.

A Justiça paraguaia já determinou em primeira e segunda instância a extradição de Pavão, a pedido do juiz Rafael Farinatti Aymone, de Caxias do Sul (RS), onde o sul-mato-grossense está condenado a 17 anos de prisão por tráfico de cocaína. Entretanto, a extradição só deve ser feita após Pavão cumprir sua pena no Paraguai.

Plano de resgate – De acordo com fontes da Polícia Nacional, o plano de resgate foi descoberto há um mês e informado há em um memorando interno da própria corporação, alertando para a necessidade de reforçar a segurança no quartel para onde Pavão foi levado em julho de 2016, por ordem direta do presidente do país, Horácio Cartes.

Após a descoberta do plano, a segurança foi reforçada com pelo menos cem homens armados. Atiradores de elite do Fope – grupo de elite da Polícia Nacional – são mantidos o tempo todo no telhado.

A entrada principal da unidade recebeu muretas, doadas pela Embaixada dos Estados Unidos, e as guaritas são vigiadas o tempo todo por seis atiradores. Segundo os informes, o plano incluiria um ataque por terra enquanto um helicóptero pousaria no pátio da agrupação, para resgatar Jarvis Pavão.

De acordo com o jornal ABC Color, as suspeitas de um plano para resgatar Pavão provocaram até mudança no comando do grupo tático da Polícia Nacional. O comissário Enrique Isasi foi afastado do cargo por, supostamente, não cumprir ordens superiores de vigiar Pavão durante as 24 horas do dia. Isasi teria sido visto fazendo caminhadas dentro da unidade, ao lado de Jarvis Pavão.

Mordomia na cadeia – O brasileiro está há um ano isolado numa cela improvisada no quartel da Agrupação Especializada após um suposto plano de fuga que incluía uso de dinamite para derrubar a muralha da penitenciária de Tacumbú. Depois que foi transferido, o governo paraguaio descobriu que o traficante vivia com luxo e mordomia no presídio, onde ficou seis anos preso.

Pavão financiou a reforma de uma ala inteira do presídio e mantinha uma cela com sala de reuniões, cozinha, banheiro privativo e quarto com cama king size, TV e ar condicionado. O escândalo derrubou a então ministra da Justiça do Paraguai, Carla Bacigalupo.

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