SÁBADO, 24 DE FEVEREIRO DE 2018
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25/08/2017 | Fonte: SULNEWS

Herbicida é confundido com cocaína e causa prisão injusta

Foto: TRIBUNA DO POVO

Um laudo pericial, realizado pela Polícia Científica do Paraná, indicou que a análise preliminar conhecida como narcoteste, que resultou na prisão de um homem, porque apontou um produto (pó branco) que seria um herbicida a base de glifosato, como sendo substância análoga à cocaína, estava equivocado.

O teste revelou a presença de cloridrato de cocaína, um dos componentes da cocaína, no pó branco que estava nas embalagens. Porém, a perícia confirmou que não se tratava de droga ilícita e o homem foi liberto depois de ficar 21 dias preso.

HERBICIDA
O homem que até então morava em  Toledo-PR e após este episodio passou a morar  em Mundo Novo- MS com um de seus filhos,  alegou desde o início que o produto dos pacotes que carregava no banco de sua caminhonete era um tipo de secante a base de glifosato utilizado para dessecação de ervas daninhas, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal de Quatro Pontes no dia três de agosto, com base no resultado do narcoteste, sob acusação de tráfico de droga. Ele estava em uma caminhonete Hilux, placas de Mundo Novo-MS, quando foi parado durante fiscalização na BR-163.

INOCENTE
Ele ficou preso por 21 dias na cadeia de Marechal Cândido Rondon, recebendo o alvará de soltura da Justiça após ficar comprovado pelo teste da Polícia Científica do Paraná que o produto resultou em “Identificação Negativa para drogas ilícitas”. Com o resultado da perícia que comprovou não se tratar de droga, divulgado no dia 22, o advogado de defesa pediu a liberdade do cliente que foi concedida pela Justiça.

O acusado transportava herbicida comprado para uso pessoal, e levava para Toledo, porém três sacos pequenos encontrados no interior do veículo causaram desconfiança dos policiais e a análise preliminar (narcoteste) realizada pelos agentes indicou que o pó branco que ele levava era cocaína. Ele foi preso em flagrante.

AÇÃO JUDICIAL
A família afirma que pretende entrar na com Ação na Justiça contra a União para reparar os danos morais e materiais sofridos pelo homem. Além disso eles ainda lutam na Justiça para recuperar o veículo apreendido que segue retido. “Ele ficou todo esse tempo inocentemente preso numa cela com capacidade para 25 presos, mas que tinha quase 100”, contou o filho do homem.

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