SÁBADO, 23 DE SETEMBRO DE 2017
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14/07/2017 | Fonte: CAMPO GRANDE NEWS

Demitidos sem receber, ex-funcionários do PT dizem levar calote de Zeca

Oito trabalhadores do diretório estadual do partido foram demitidos sem receber o pagamento das verbas rescisórias
Zeca do PT durante entrevista. (Foto: André Bittar/Arquivo)

Ex-funcionários do diretório estadual do Partido dos Trabalhadores alegam ser vítimas de “calote” dado pelo atual presidente e deputado federal José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT. Oito foram demitidos no último dia 3 de julho e não receberam o pagamento das rescisões até o momento.

Segundo trabalhadores demitidos, o prazo para o recebimento das verbas rescisórias se encerrou nesta quinta-feira (13), sem que houvesse nenhum pagamento ou satisfação por parte da diretoria do partido.

Ex- assistente financeiro do diretório, Marcos Nogueira afirma que Zeca fez a “demissão em massa” sabendo que não teria dinheiro em caixa para bancar os direitos trabalhistas, o que, mesmo assim, não justificaria a atitude.

“Ele fez isso sabendo que daria calote. Essa situação é inédita. Já passamos por dificuldade financeira, mas nenhum presidente antes demitiu todo mundo por isso”, diz Marquinhos, como é mais conhecido entre os militantes do partido. “O que ele faz conosco é uma irresponsabilidade, uma indecência. Estamos com salários atrasados e temos família para sustentar”.

Zeca do PT justifica as demissões dizendo que tomou posse com diretório próximo à falência e que foi apoiado pela executiva.
“Estou assumindo agora e estamos em situação falimentar. Para por a casa em ordem, me vi obrigado a demitir todo mundo. Essa decisão foi referendada pela executiva”, disse o dirigente petista em entrevista ao Campo Grande News, nesta sexta-feira (14).

O deputado federal afirma que o bloqueio do fundo partidário, ocorrido em abril deste ano, por falha na prestação de contas na campanha eleitoral ao governo do Estado em 2010, atrapalhou. “São R$ 70 mil que deixamos de receber. É claro que isso gera um impacto”.

Já os ex-funcionários alegam que outras atitudes poderiam ser tomadas, como melhorar a arrecadação do partido, cobrando filiados inadimplentes; ou fazer demissão escalonada, evitando assim o “calote” e o cumprimento das regras da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Marquinhos Nogueira, no entanto, relata que a decisão de trocar todo o quadro de funcionários não foi apenas por questões financeiras. “Fomos demitidos por perseguição política, por termos feito oposição nas eleições”.
Zeca foi eleito presidente do PT em Mato Grosso do Sul em maio deste ano, tendo assumido o cargo oficialmente no dia 22 de junho.

Para resolver este impasse, o ex-governador do Estado, afirma que vai marcar uma reunião com a executiva para propor um calendário de pagamento e discutir como viabilizar o recebimento das rescisões dos ex-funcionários.

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