TERÇA-FEIRA, 20 DE FEVEREIRO DE 2018
Untitled Document
19/06/2017 | Fonte: CORREIO DO ESTADO

Pagamento de propina da JBS começou no governo Zeca do PT

Maior esquema criminoso do País foi detalhado por Joesley Batista
Ex-governador, Zeca do PT, nega ter dado isenção fiscal em troca de dinheiro - Foto: Álvaro Rezende

Iniciou-se em Mato Grosso do Sul, no governo de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT (1999 a 2006), a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil.

O esquema político de cometer crimes em troca de dinheiro que tomou conta do País foi revelado com detalhes por um dos donos da JBS, Joesley Batista, em entrevista à revista Época, divulgada no sábado.

“Tudo começou há cerca de 10, 15 anos, quando surgiram grupos com divisão de tarefas: um chefe, um operador e um tesoureiro”, disse Joesley, ao destacar que essa forma de corrupção teve início na gestão estadual do PT.

“A primeira vez que fui abordado com essa forma de operar foi em Mato Grosso do Sul, no governo do Zeca do PT. Vi uma estrutura organizada no andar de cima, com o governador”, contou.

Na época – segundo depoimento dado aos procuradores da República no dia 4 de maio, pelo também proprietário da JBS e irmão de Joesley, o Wesley Batista –, as negociações envolvendo pagamento de propina em troca de benefícios fiscais começaram em 2003 com João Baird, suposto operador do governador petista no esquema.

Investigado na Operação Lama Asfáltica da Polícia Federal, Baird teria sido, conforme o empresário, quem estabeleceu porcentual de 20% dos valores economizados pela JBS em isenção fiscal concedida pelo governo.

Desde então, conforme Joes­ley, esse tipo de negociação tem permanecido nos governos de André Puccinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB).

COMENTE ESTA NOTÍCIA:
» NOTÍCIAS RELACIONADAS
Postada em: 19/02/2018 Azambuja declara estar pronto para se candidatar à reeleição
Postada em: 13/02/2018 Candidatos poderão usar recursos próprios em suas campanhas
Postada em: 06/02/2018 Beto Pereira confirma que Azambuja é candidato ao governo pelo PSDB
Postada em: 30/01/2018 Reinaldo nega privatização da MSGás e teme perdas acimas de R$ 400 milhões em 2018
Untitled Document
Desenvolvimento: Luciano Dutra