QUARTA-FEIRA, 23 DE AGOSTO DE 2017
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03/03/2017 | Fonte: G1

Atraso no plantio do milho em áreas indígenas levou Japorã a 'emergência'

Município de MS decretou situação de emergência em sua área rural. Milho cultivado em 300 hectares é para subsistência de indígenas.

A preocupação com o atraso no plantio de cerca de 300 hectares de milho safrinha pelas comunidades indígenas da aldeia Porto Lindo e da área de retomada Yvy Katu, em Japorã, a 470 quilômetros de Campo Grande, em razão de uma estiagem que se prolonga desde janeiro deste ano, foi um dos principais motivos que fizeram com que o município decretasse situação de emergência em sua área rural.

A informação foi revelada na manhã desta sexta-feira (3), pelo secretário municipal de Planejamento e Gestão de Japorã, Walter Silva, em entrevista por telefone ao Bom Dia MS, da TV Morena. O decreto com a situação de emergência foi publicado nesta quinta-feira (2), no Diário Oficial dos municípios de Mato Grosso do Sul.

Silva, disse que desde janeiro a questão da escassez no volume de chuvas no município vem sendo monitorada pela prefeitura. Ele explicou que, a princípio, a situação não chegou a preocupar, já que a maior parte dos produtores estava iniciando a colheita da safra da soja e, ao mesmo tempo, plantando a safrinha de milho, no sistema de rotação de culturas.

Entretanto, com passar do tempo, a estiagem começou a causar inquietação, sobretudo, por conta dos efeitos sobre a parcela mais vulnerável da comunidade rural local, os assentados e os indígenas. “Além de atrasar a semeadura da safra de inverno de milho, começou a afetar também o cultivo de hortifrutigranjeiros e a renovação das pastagens para o gado”.

No caso das comunidades indígenas, ele aponta que a situação ainda é mais preocupante, em razão dos 300 hectares que ainda não foram semeados serem de cultivo para a subsistência dos moradores. “Sem as condições adequadas de solo e do clima, sem sementes e sem o maquinário adequado, a situação era complicada. Analisamos o quadro e decidimos junto com a secretaria municipal de Agricultura promover uma ação conjunta”.

A primeira medida do trabalho, conforme o secretário, foi a decretação de emergência, o que vai possibilitar a execução de ações de maneira uniforme e mais rápidas. Também já foi feita uma reunião com a direção da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), que assegurou apoio para o socorro as comunidades indígenas, com o envio, por exemplo, de máquinas e equipamentos para a região.

“Com essa mobilização esperamos nesta próxima semana, mesmo sem as condições ideais, fazer a semeadura da safrinha nas áreas indígenas, porque a partir do dia 15 de março as condições para o cultivo pioram muito e podem ocorrer muitos prejuízos a cultura”, conclui.

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