QUINTA-FEIRA, 29 DE JUNHO DE 2017
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08/09/2016 | Fonte: G1

Em MS, bancários falam em muitas demissões e aderem à greve nacional

Agências de Ponta Porã fecham as portas na quinta, após promoção. Fenaban quer reajuste de 6,5%; sindicato tem várias questões.
Agências de Campo Grande amanheceram fechadas nesta terça-feira (Foto: Osvaldo Nóbrega/ TV Morena)

Agências bancárias de Campo Grande amanheceram nesta terça-feira (6) com cartazes vermelhos informando sobre a greve dos bancários, que já havia sido definida em assembleia na última quinta-feira (1º). Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande e Região (Seebcg-MS), 100% das agências da região central aderiram à paralisação.

Quem procurou atendimento nesta terça-feira não conseguiu. Um exemplo é Romildo de Moura Salles, de 52 anos, que precisava cancelar um cartão. "Tenho um problema na perna então evito sair de casa. Hoje não sabia e é difícil perder viagem, porque eu peguei dois ônibus. Mas a gente tem que entender", falou o aposentado.

As demissões em excesso, além da proposta de 6,5% de reajuste salarial, foram os principais motivos para o movimento grevista, segundo disse ao G1 o presidente do sindicato da categoria Edvaldo Barros. No estado, ele diz que 27 municípios aderiram a paralisação, sendo que a capital e municípios como Jardim, Coxim e Aquidauana estariam com 100% das agências fechadas, tendo atendimento somente nos caixas eletrônicos.

Em Ponta Porã, por exemplo, a categoria resolveu adiar o começo da greve para não prejudicar o movimento do comércio no ferido de 7 de setembro, quando muitos consumidores aproveitam para fazer compras na fronteira com o Paraguai.

"Nós passamos por cinco rodadas de negociações com a Fenaban [Federação Nacional dos Bancos], mas eles mantiveram o reajuste somente de 6,5%, algo que não cobre nem a inflação. Além disso, em todo o país, ocorreram 8 mil demissões e, ao mesmo tempo, não houve contratação. Isso tudo resulta em mais filas, mais sobrecarga de trabalho e prejuízo para a sociedade", afirmou o presidente.

Assembleia
A paralisação foi definida em assembleia no dia 1º de setembro porque a categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Segundo o presidente do Seebcg-MS, Edvaldo Barros, a categoria reivindica um aumento de 14,78%, enquanto que a Fenaban ofereceu 6,5%.

Barros ressaltou ainda, que além da questão salarial, a categoria tem ainda uma série de outras reivindicações como: garantia de emprego, melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral, mais segurança nas agências, igualdade de oportunidades, combate às terceirizações e mais contratações, além de auxílio educação.

Ainda conforme Barros, o movimento foi aprovado por unanimidade no dia 1° deste mês. "A insatisfação é muito grande, principalmente após tantas demissões e sabendo que somente os cinco principais bancos do Brasil tiveram um lucro de R$ 30 bilhões nos seis primeiros meses de 2016. Nós pedimos um reajuste de 14,78%, que é 9,78% de inflação mais 5% que chamamos de ganho real", finalizou o presidente.

A categoria entregou a pauta de reivindicações no dia 9 de agosto, já que a data base dos bancários é setembro.

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